Grupos caseiros: dominadores e passivos

Na questão dos grupos pequenos, há dois tipos de personalidades que merecem atenção especial. Os passivos e os dominadores.

Os passivos vêm com seus dons espirituais adormecidos e estão condicionados a assistirem a reunião somente, não participar. Eles esperam que alguém, um presbítero ou outro irmão “espiritual”, lhes dispense uma bênção (oração, Escritura, profecia), mas não vão às reuniões para ser parte do processo de intercâmbio de graça.

Já os dominadores são pessoas que tomam conta das reuniões por causa de seus dons, na maioria das vezes genuínos, mas que são usados incautamente de uma maneira que encobre ou sufoca os demais dons espirituais presentes no ajuntamento. São como músicos que tocam seus instrumentos fora de harmonia com o Maestro – vivem “bumbando na pausa” e estragando a sinfonia. Muitos “dominadores” são pessoas sinceras, que não se dão conta daquilo que estão fazendo. Já outros pensam que o fato de Deus constantemente lhes dar algo lhes dá o direito de se tornar o centro da reunião (como se mais ninguém recebesse nada de Deus).

Dominadores e passivos se completam como unha e carne em um sistema clero-laical, mas devem ser pastoreados para aprender a sair de seus extremos e serem uma benção no processo de Intercâmbio de Graça dos grupos caseiros.

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