Igreja profética, sacerdotal e diaconal

Diante da tragédia, cabe à Igreja 3 ações: profética, denunciando; sacerdotal, intercedendo; diaconal, boas obras.

Por Ariovaldo Ramos 1

Ao ordenar que a Igreja procure a paz da cidade, Deus está ordenando envolvimento com os problemas e com a administração da mesma, onde devemos “abrir a boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados… buscando que se julgue retamente e que se faça justiça aos pobres e aos necessitados” – Prov 3.8,9.

Ao instar-nos a interceder pela cidade, determina-nos a orar em favor dos que “se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito” 1Tm 2.2; para que Deus tenha o coração do imbuído de autoridade na sua mão, porque quando o Senhor pode inclinar tal coração este se torna dessedentador e, portanto, promotor de justiça (Pv 21.1).

… somos, como Igreja, exortados a prática dos três aspectos de nossa ação proclamadora: a profética, que é, antes de tudo, preventiva, denunciando qualquer possibilidade de desvio, exigindo correção de curso, para que se evite o catastrófico, envolvendo-se como parte da solução, por meio da influência que os seus membros podem exercer pessoalmente, e por sua capacidade de mobilização, e de formação de opinião pública; a sacerdotal, intercedendo, principalmente, por saber que só com a força do Senhor é possível, principalmente, à autoridade não ser vencida pelo mal (Mt 6.13) e a diaconal, quando diante do inevitado , que é, ora, o caso, demonstramos, por nossas boas obras, a presença do Deus misericordioso, que, mesmo diante do descaso da humanidade para consigo, não se deixa sem dar testemunho de sua existência e de seu amor.

NOTAS:

  1. Revista Ultimato. A Consternação exige. 17 de janeiro de 2011.
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