Jorge Himitian sobre ecumenismo, catolicismo e papa Francisco

Em um encontro de obreiros realizado em Cabo Frio - RJ, o pastor argentino Jorge Himitian fala a respeito de sua relação com o ex-cardeal de Buenos Aires Jorge Bergoglio - agora conhecido como papa Francisco - em resposta a algumas críticas de que o movimento de discipulado na Argentina estaria envolvido em uma relação ecumênica com a Igreja Católica. Este é somente um pequeno clipe de 11 minutos, extraído de um vídeo de 1h 22 min de duração que pode ser visto em sua totalidade aqui.
"Não temos nenhuma vinculação com um ecumenismo teológico, institucional. Mas entendemos que há um outro tipo de ecumenismo, ou unidade, que o Espírito está promovendo entre os verdadeiros Filhos de Deus presente em todas as denominações. Estamos vinculados com pessoas e cremos na unidade que o Espírito Santo está promovendo em todos os países do mundo, procurando uma aproximação, para tirar os escândalo da divisão dos cristãos perante o mundo... Há dois tipos de ecumenismo: o ecumenismo da vassoura e o ecumenismo do imã. O ecumenismo da vassoura, junta tudo quanto é lixo, sem fazer distinção e coloca tudo no mesmo saco. Mas o imã não tem medo de passear no meio do lixo, porque só atrai aquilo que tem sua mesma natureza metálica. Nós consideramos que o ecumenismo humano é o ecumenismo da vassoura ... mas nós cremos no ecumenismo do Espírito que tem unido somente aqueles que são nascidos de novo." | Jorge Himitian

Após postar estes vídeos na fan page do Facebook, fui indagado por algumas pessoas a respeito das mensagens. Entendo o incômodo de alguns que me contactaram pois tenho ressalvas como qualquer um de vocês. Confesso que, ainda hoje, tenho aversão a certas parafernálias religiosas (católicas ou protestantes) e quando vejo um boneco de gesso meu primeiro instinto é procurar um martelo. Estou aberto a nutrir relacionamentos num nível pessoal com pessoas de qualquer orientação teológico e nunca exigi que um católico deixasse de ser católico para participar de reuniões caseiras. Mas também tenho ressalvas quando a coisa se estende aos chamados eventos ecumênicos.

Aparentemente na Argentina a coisa foi feita com maturidade e houve benefícios, mas como nunca participei disso não tenho uma opinião formada. Mas pelo fato de haver irmãos no Brasil cujo dom apostólico é reconhecido entre as comunidades caseiras promovendo esta unidade, tento silenciar minhas inquietações e observar os fatos com serenidade. Se este papa será ou não o catalizador para um mover de maiores proporções na religião romana, ainda saberemos, mas há evidências de que este mover do Espírito já vem ocorrendo há anos em algumas vertentes do catolicismo. E comunidades orgânicas de orientação protestante estão em uma posição privilegiada para ministrar a católicos, pelo fato de não carregarem bandeiras institucionais que venham a se tornar um obstáculo neste processo de intercâmbio de graça entre católicos e evangélicos. Não sei se um dia me envolverei diretamente nisso, mas procurarei pelo menos me esforçar para que meus conceitos (e preconceitos) não façam de mim um obstáculo para que mais católicos possam experimentar o novo nascimento e o batismo no Espírito Santo.

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